29.3.09

Uma rede pelo Planeta.

Aproveito para pegar carona em um assunto que eu gosto bastante e ver nele um fenômeno midiático que não é recente, mas que destaco pelo simples fato de sua pertinência e importância nos dias de hoje.

Ontem tivemos no mundo todo o evento chamado "Earth Hour", ou a "Hora do Planeta". Se você é uma pessoa antenada provavelmente já sabe do que se trata o evento, e se não sabe, saiba que é bem simples: nascido na Austrália em 2007, o "Earth Hour" consiste em um esforço para chamar a atenção do mundo e conscientizar as pessoas sobre o aquecimento global através de um simples ação: desligar as luzes de sua casa durante uma hora.

Como a idéia não é falarmos sobre aquecimento global (o blog é sobre audiovisual e você já deve estar se perguntando o porquê da "Hora do Planeta" estar aqui hoje), quem se interessar pode assistir esse vídeo que recebi via Orkut ontem e que resume um pouco a gênese do projeto:





O ponto central que quero chegar é como o evento se tornou na verdade um acontecimento midiático extremo e conseguiu atingir de uma forma ainda mais ampla do que originalmente pensado.

Esse ano, o evento ganhou pela primeira vez um acentuado caráter global (em 2008 apenas algumas capitais do mundo participaram). Brasil, Itália, Austrália, Equador, Costa Rica, Japão e muitos outros países entraram na jogada e esse ano desligaram as luzes de famosos cartões-postais locais por uma hora.

E o mais incrível: tudo isso foi feito e acompanhado tanto pela mídia tradicional como por pessoas como eu e você, que ao mesmo tempo em que fomos bombardeados por notícias relacionadas ao acontecimento, nos tornamos produtores de conteúdo e engrossamos o coro em favor do meio ambiente.

Até a tarde de ontem, fiz um levantamento rápido sobre como estava sendo a divulgação do evento pelo menos aqui no Brasil e como funcionava a estratégia de marketing para outras localidades.

Pela mídia tradicional e considerando a região de São Paulo, tivemos uma ampla cobertura dos países que já haviam passado pela "Hora do Planeta". Folha de São Paulo e Estadão foram alguns jornais que trouxeram notas sobre o evento. Na maior emissora televisiva brasileira, foram inúmeras as notas nos telejornais sobre o assunto, bem como a utilização da camiseta do evento por parte de apresentadores, como o Luciano Hulk, ou até mesmo os jogadores do tradicional jogo de futebol das 16h, como o Rogério Ceni, goleiro do São Paulo que entrou em campo com a vestimenta sobre a "Hora do Planeta". Pelo rádio o evento foi reiterado diversas vezes durante a programação.

Por outro lado, tivemos uma enorme cobertura e debate do evento feita por nós, verdadeiros nós (com o perdão do trocadilho) na rede virtual que nos inserimos. O site oficial do evento instigava seus internautas a interagir de 4 formas diferentes: através de fotos, vídeos, postagens em seus blogs ou comentários no twitter.

Dito e feito, uma enorme quantidade de material foi produzido e o evento, outrora baseado em mídias tradicionais encontrou um campo fértil para sua disseminação. No site oficial passado logo acima, você pode ter acesso à verdadeiras manifestações artísticas ao redor do mundo ou até à mais simples twittada sem compromisso, mas que de uma forma ou outra ajudou a disseminar um ideal tão importante.

Aqui em casa, paramos não só as lâmpadas, mas também tudo que utiliza energia elétrica meia hora antes do previsto pra voltar meia hora antes do fim e poder dar uma checada na repercussão do evento. Às 21h10 contabilizei 17 pessoas com seus nicks no MSN com mensagens de incentivo à outras para que desligassem suas lâmpadas e inúmeros perfis do Orkut (mídia social que mais tenho acesso) com o cartaz do evento ao invés da imagem de exibição normal.

Tudo isso pode parecer meio besta, mas é de alguma forma toda uma rede virtual produzindo e sendo visada por produtores de conteúdo, agindo em prol de uma causa global. Não sei da repercussão em outros países, principalmente nas mídias tradicionais, mas acho que o evento tende a crescer ainda mais ano que vem e nós seremos de uma forma ou outra responsáveis por isso. Não sei quais serão as mídias socias existentes ano que vem, mas sei que onde houver nódulos produtores de informações, o evento irá chegar e mais pessoas serão conscientizadas. E como sempre falamos: O meio ambiente agradece!

Confira o conteúdo produzido ao redor do mundo no site oficial do evento!

E se participou de alguma forma do evento ou sabe de mais informações sobre a repercussão do mesmo, comente!

1 comentário

Kai disse...

fer, eu fico pensando nas potencialidades que qualquer evento nesse mundo 2.0 pode ter. com uma divulgação de marketing só virtual, qualquer ação (do bem, como essa, ou só um flash mob mesmo, como a batalha de travesseiros, um flash mob que vai ter em sp) pode angariar centenas de pessoas. O número é tão abstrato que não dá pra ser calculado. É uma potência sem controle!

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