25.11.09
As tendências para 2010
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Gabriel Minoru Ishida
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01:11
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8.11.09
Intercon 2009: Eu fui.
Fui ao Intercon 2009, realizado no hotel Renaissance em São Paulo.
Valeu muito a pena, o dinheiro investido e o tempo gasto. Palestras excelentes, convidados bem-sucedidos e diferenciados em suas áreas e o melhor: o contato com o que há de tendências em comunicação digital.
Tag oficial do evento no Twitter: #intercon09
Acima, a foto da arena da área de Criação e Inovação. Simplesmente demais.
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Gabriel Minoru Ishida
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15:20
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27.10.09
A cena mais cara da história da TV
E o Oscar vai para...CSI Las Vegas!
Na abertura da nova temporada (a décima), são dois minutos em "bullet time" (câmera lenta clássica do Matrix) que custaram 400 mil dólares. Veja aí.
Na abertura da nova temporada (a décima), são dois minutos em "bullet time" (câmera lenta clássica do Matrix) que custaram 400 mil dólares. Veja aí.
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Gabriel Minoru Ishida
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18.10.09
"Todos os filmes são estrangeiros"
Essa afirmação vem do título do artigo de Arlindo Machado para a revista Matrizes, edição 3, produzido pela Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da ECA - USP.
O sentido de estrangeiro tem uma conotação diferente do exótico. Exótico é um estranhamento positivo, quando você se interessa por algo por ele ser diferente do seu habitual. Estrangeiro é derivado direito do estranho e aqui a conotação tem um sentido negativo. Estrangeiro é algo desconhecido, que impõe medo justamente por sua imprevisibilidade.
Tomando esse conceito, Machado defende que a "estrangeirização" dos filmes vêm em duas ocasiões: na legendagem e principalmente, na dublagem.
A legendagem atua na estrangeirização do ato fílmico. O cinema é audiovisual. A experiência de ser envolvido pelas imagens e pelos sons é interrompido por uma concentração em seguir as legendas presentes na tela. Será que a experiência com e sem legendas é a mesma coisa?
A dublagem é a estrangeirização principal. É uma questão de desterritorialização da diegese fílmica. Como um filme, feito sob uma diegese indígena, as falas estão em inglês ou em português, como é nosso caso? Nesse ponto, vejo que Machado segue uma linha bem semelhante à defendida por André Bazin, em que o realismo fílmico deve ser seguido com o máximo rigor. Nesse caso, Machado defende um "cinema de sotaques", ou seja, a plena autenticidade dos fatos lingüísticos e também sociais.
Machado, ao mesmo tempo que defende essa autenticidade bazaniana, também encontra dificuldades em estabelecer uma solução que não comprometa o entendimento fílmico pelo público globalizado. Uma das soluções apontadas por ele é incorporar esses "estrangeirismos" na linguagem fílmica, ou seja, transformar legendas e dublagens em elementos da própria diegese fílmica.
Post originalmente feito em Midializado.
O sentido de estrangeiro tem uma conotação diferente do exótico. Exótico é um estranhamento positivo, quando você se interessa por algo por ele ser diferente do seu habitual. Estrangeiro é derivado direito do estranho e aqui a conotação tem um sentido negativo. Estrangeiro é algo desconhecido, que impõe medo justamente por sua imprevisibilidade.
Tomando esse conceito, Machado defende que a "estrangeirização" dos filmes vêm em duas ocasiões: na legendagem e principalmente, na dublagem.
A legendagem atua na estrangeirização do ato fílmico. O cinema é audiovisual. A experiência de ser envolvido pelas imagens e pelos sons é interrompido por uma concentração em seguir as legendas presentes na tela. Será que a experiência com e sem legendas é a mesma coisa?
A dublagem é a estrangeirização principal. É uma questão de desterritorialização da diegese fílmica. Como um filme, feito sob uma diegese indígena, as falas estão em inglês ou em português, como é nosso caso? Nesse ponto, vejo que Machado segue uma linha bem semelhante à defendida por André Bazin, em que o realismo fílmico deve ser seguido com o máximo rigor. Nesse caso, Machado defende um "cinema de sotaques", ou seja, a plena autenticidade dos fatos lingüísticos e também sociais.
Machado, ao mesmo tempo que defende essa autenticidade bazaniana, também encontra dificuldades em estabelecer uma solução que não comprometa o entendimento fílmico pelo público globalizado. Uma das soluções apontadas por ele é incorporar esses "estrangeirismos" na linguagem fílmica, ou seja, transformar legendas e dublagens em elementos da própria diegese fílmica.
Post originalmente feito em Midializado.
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Gabriel Minoru Ishida
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15:25
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